terça-feira, 28 de outubro de 2008

Um sorriso...


Estava uma tarde escura e fria. Aquele hospital parecia vazio, tudo à sua volta estava sem cor, sem vida. A revolta era o sentimento que predominava. Várias perguntas lhe passaram pela cabeça – Porquê a ela, porquê? – Mas nenhuma tinha resposta.
Olhou para ela com um ar triste e disse: Meu amor amarte-ei para sempre!
Saiu do quarto do hospital e foi até à rua, aquele caminho de cinco minutos parecia interminável. Andar após andar até que teve de parara para reflectir e sentou-se nas escadas, e ali ficou sem qualquer tipo de reacção, chorava apenas.
Muitas pessoas passaram, ninguém foi capaz de parar para ajudar, para perguntar se algo se passava, se estava tudo bem. Até que de repente vindo do nada ouviu uma voz carinhosa a dizer: O senhor está bem? Passa-se alguma coisa?
Ele olhou à sua volta e viu uma senhora velhinha, baixinha com um enorme sorriso nos lábios. Sentou-se ao pé dele apenas a sorrir e a acariciar-lhe as costas, não fez mais nada, ficaram assim durante mais de vinte minutos.
Ao fim desse tempo ele olhou para a senhora e disse:
“ Obrigado pelo seu sorriso!”
Obrigado a todos os que mudaram a minha vida com um simples sorriso.

Patrícia

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Alguém...


Muitas vezes quando estou sozinha
Queria ter aqui alguém
Alguém especial
Alguém para me acarinhar
Alguém para me acalmar
Alguém que simplesmente esteja aqui

Alguém que fosse alguém
E esse alguém és Tu.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Palavras...


As mais belas palavras de amor foram-me ditas no silêncio dos teus beijos.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Bem hajas por tudo...


Felizmente tenho tido o prazer de durante a minha vida fazer bastantes amizades, sou nesse aspecto um sortudo, afinal muitas vezes temos muitos conhecidos, mas poucos amigos, mas mesmo assim dentro de todos estes há ainda aqueles que fazem parte do nosso Mundo de uma maneira ainda mais especial, daqueles que sabem fazer parecer muito fácil a vida por mais complicada que ela seja, sábado à noite estive num jantar com alguns desses, e tive oportunidade de partilhar com eles a minha aventura de sexta-feira passada e de como nesse dia os amigos foram tão importantes para mim, especialmente um deles.
Na sexta-feira as coisas complicaram-se contigo, o meu dia foi passado entre o hospital, casa, hospital, trabalho, hospital, bem um daqueles dias negros...
Páginas tantas dou por mim, sentado nuns degraus da escada do hospital, completamente perdido e sem fazer a minima ideias de como sair dali. Por lá fiquei durante umas boas dezenas de minutos e a única coisa que me ocorreu fazer foi chorar, chorar sem parar de desilusão, de cansaço, de desespero.
E foi no meio deste turbilhão de sentimentos que o telefone toca, do outro lado uma voz amiga a perguntar onde e como é que eu estava, a resposta saiu curta dolorosa e chorosa, e lembro-me de ouvir um “NÃO SAIS DAÍ QUE EU JÁ VOU TER CONTIGO”
Passados pouco mais de quinze minutos, eis que aparecia finalmente o meu “anjo” salvador dum dos piores momentos da minha vida, confesso que jamais me senti assim e que foi muito bom primeiro ouvir aquela voz e depois vê-la aparecer.
Há coisas que não conseguimos explicar, são o que são e valem por isso mesmo, naquela hora, foi apenas maravilhoso ter alguem que se dispõe a ouvir-te a ver-te chorar e que em troca apenas te dá todo o conforto que necessitamos.
Melhor ainda foi tê-la como testemunha de um dos momentos mais lindos do meu último mês, simplesmente um lindo e enorme sorriso ao ouvires “olá amor, boa tarde”, é inesquecível a tua expressão de paz, ternura e muito amor, e tivemos de seguida a cereja no topo do bolo ao ouvir num tom e som bastante razoável dizeres o nome do “anjo” que nos acompanhava no momento. “CRISTINA EVARISTO”.
Obrigado amiga...

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Adivinha o quanto gosto de ti...

Não vai ser fácil, mas eu vou tentar dar-te uma ajuda.



Consegui???

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Hasta mi final...

Já aqui havia postado o poema lindissimo desta canção dos Il Divo
Hoje mais ainda do que nessa altura faz todo o sentido recordá-la!
Hoje mais do que nunca faz sentido continuar a creditar...



Ontem, hoje e amanhã tiveste, tens e terás sempre um lugar muito especial dentro do meu coração:
"Asta mi final!..."

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Felicidade...


"Não podemos ser felizes se preferirmos as ilusões à realidade.
A realidade não é boa nem má.
As coisas são como são e não como preferíamos que fossem.
Compreendê-lo e aceitá-lo é uma das chaves da felicidade!"
Dalai Lama
Será por isso que não consigo ser feliz?

sábado, 13 de setembro de 2008

E oito dias depois eis que:


Aparece vindo por detrás duma mascara de oxigénio um tímido mas muito saboroso “Bom dia Amor!”
E pronto já ganhei o dia, o fim de semana, a semana toda, espero mais...

sábado, 6 de setembro de 2008

E de novo a angustia do Hospital...


Com o tempo por muito difícil que seja não te ter por perto, a rotina do dia a dia vai a pouco e pouco criando em nós esse “hábito”.
Criamos para nós que o importante passa a ser o estares “bem” e não o onde estás, continuam a existi coisas que apesar da separação física jamais se apagam em nós.
Ontem ao final do dia, a nossa rotina foi alterada com uma chamada telefónica, alertando para o facto de continuares com temperaturas elevadas e provavelmente com dores uma vez que a agitação era bastante e por tudo isso apareceram novamente os suores e com eles a possibilidade de ficares desidratada.
Em poucos minutos estávamos junto de ti, e alguns minutos depois na urgência do Santa Maria.
Seis horas depois a confirmação duma infecção urinária (a causa da febre) e alguns sinais de desidratação (o efeito da febre), e o consequente internamento por precaução.
Fiquei ainda a saber que no principal hospital do país não existem dois dos medicamentos que habitualmente tomas à dois anos. Para não interromperes o tratamento temos que levar os medicamentos de casa, pois apesar de haver uma farmácia no hospital ela não disponibiliza estes medicamentos.
Farmácia explorada pelo estado, a ver se o “Eng” Sócrates despacha a abertura duma farmácia particular no hospital, assim sempre podia disponibilizar os medicamentos todos.
Mas a vontade de escrever este texto não tinha nada a ver com isto, apenas para te dizer que passei umas das minhas piores seis horas de vida, não pelo hospital, não pela gravidade do caso, mas apenas porque “È QUASE INSPORTAVEL VER-TE SOFRER AINDA MAIS”.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Até já...

Vinte e seis meses depois...
Nesta estrada o cansaço não existe
O fim esta longe mas o corpo não desiste...
Mesmo sem estares connosco, levarteemos sempre no coração.
Na próxima semana as saudades vão apertar, e embora todos nos possam encontrar aqui



para ti estaremos sempre aí. Beijos e até já...

segunda-feira, 28 de julho de 2008

28 Julho 1980 - 28 Julho 2008 - 28 anos de vida


A Tetralogia de Fallot é uma combinação de anomalias cardíacas que abarcam um defeito importante no tabique ventricular, um nascimento anormal da aorta que permite que o sangue desprovido de oxigénio flua directamente desde o ventrículo direito até ela, uma redução do orifício de saída do lado direito do coração e um aumento da grossura da parede do ventrículo direito.

Parece simples, alguns imaginarão deve ser complicado tratar, outros “porra” que merda deve ser do caraças corrigir esta cena.

Quero-vos contar como foi no dia, 28 de Julho de 1980, mas antes um pouco de cultura geral:
Os meninos com Tetralogia de Fallot costumam ter um sopro cardíaco que se ouve no momento do nascimento ou pouco tempo depois e que mesmo depois de operados não se livram dele para o resto da vida (coisa porreira, ter um sopro). Têm uma cor azulada (estado denominado cianose) porque o sangue que circula pelo corpo não está suficientemente oxigenado. Porreiro ter os lábios e as unhas azuis, então os comentários do pessoal (olha a menina de lábios e unhas pintados) – Foda-se um gajo já tem a vida num caos ainda por cima os imbecis passam a vida a gozar-nos.
Esta “cena” sucede porque a estreita passagem da saída do ventrículo direito restringe a passagem do sangue para os pulmões e o sangue azulado desprovido de oxigénio que se encontra nele atravessa o septo defeituoso, passa para o ventrículo esquerdo e entra na aorta para começar a circular pelo corpo, e tinha que ser logo Azul, sangue REAL.
A correcção do problema foi uma coisinha simples, durou apenas 14 horas, começaram eram oito horas da manhã, primeiro todos os preparativos de anestesia, depois toda a parafernália de instrumentos, bisturi para fazer um corte por todo o tórax, abri-lo e expôr o coração para reparar o defeito do septo ventricular abrindo a estreita passagem do ventrículo direito e a estreita válvula pulmonar, assim como o encerramento de qualquer ligação artificial entre a aorta e a artéria pulmonar.
Tudo normal, mas antes de voltar a colocar tudo no sitio era necessário restabelecer a circulação sanguina sem ajuda das máquinas e o pulmão esquerdo não aceitou lá muito bem o novo sangue e resolveu fazer um bloqueio que levou a uma paragem cardíaca de 35 segundos, após os quais e graças ao esforço da GLORIOSA equipa do Hospital de Santa Marta chefada pelo Prof. Dr. Machado Maçedo assistido pelo Dr. Rui Bento e pelo Dr. Serra lá voltou de novo a bater até hoje.
Passados os momentos de pânico, tudo volta ao normal e por volta das 10 da noite, lá sai o menino, cheio de tubos por todo lado, fios a máquinas por outros tantos, de tal forma que a minha mãe que esperou anciosamente para me ver, na hora H, perdeu e coragem e não conseguiu chegar mais perto que uns míseros 3 metros.
A ela por tudo, ao meu pai que em silêncio e à distância deve ter sofrido horrores, ao tio João e à tia Ana Bela que a acompanharam o mais que lhes foi possível ficam os meus 28 obrigados de vinte oito anos de uma nova vida. A ti um beijo de saudade pelas vinte e duas comemorações especias deste renascimento.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

O último abraço...


Faz exactamente hoje dois anos, que resolveste alterar abruptamente o rumo duma história linda até então, cheia de coisas muito boas, momentos inesquecíveis...
Nesse dia, no final dele, ainda consegui encontrar forças para fazer um resumo daquilo que foi o nosso dia sem ti, na esperança de que mais tarde o pudesses ler e ver como és importante para mim, como sem ti a minha vida continua a correr, mas como é muito difícil preencher o imenso vazio que deixas-te.

Dia 7 Julho 2006

6:13 – Como te estavas a sentir muito mal chamei o 112 para te levarem tão rápido quanto possível para o Hospital, embora não quisesses por nada que tal acontecesse.
Por volta das seis e trinta deves ter perdido os sentidos, pois acordaste sem saber muito bem o que te tinha acontecido, e passados alguns minutos apareceram os bombeiros para te prestarem os primeiros socorros, entre o desespero do Maridão, e o choro das crianças e da avó, a tua filha apenas te dizia para teres calma que não seria nada de grave.
Quando finalmente apareceram (desculpa, mas tive que atender o telefone que não para de tocar, tantos são aqueles que querem alguma informação a teu respeito - neste momento mais pareço a tua mãe pois sempre que desligo não consigo conter uma ou duas lágrimas de saudade de te ouvir a ti em vez de todos eles) lá iniciaram os procedimentos para te levarem para o hospital o que demorou um monte de tempo.

7:33 – Deste entrada directamente no serviço de reanimação, onde eu apenas te podia ouvir do outro lado da porta, sempre com aquela enorme aflição de calor e falta de ar.
Falei com a médica que te assistiu para lhe dar o teu historial de doenças e passada meia hora lá apareceu de novo um doutor a dizer que te tinham medicado e os valores das tuas análises tinham melhorado substancialmente mas que estavas com enormes dificuldades respiratórias e que provavelmente te iriam ligar ao ventilador. Nesta altura a Cinda já estava comigo.

10:30 - Havias dado entrada nos serviços e só cerca do meio-dia poderíamos ter informações a teu respeito, fui a casa da Cinda tomar uma banhoca, e...

11:15 - Voltamos novamente ao hospital para saber do teu estado, onde nos informaram que estavas nos cuidados intensivos de cardiologia, e que me tinha de dirigir lá para o médico falar comigo, o que acabou por acontecer e onde ele me explicou que havias tido uma embolia pulmonar e feito uma paragem cardíaca (gostas mesmo de complicar as coisas, uma só não bastava) e que tinhas conseguido reagir ao primeiro embate, mas que estavas a lutar com todas as forças para conseguires sair dessa situação.

Tiveram que te entubar para que a máquina te ajudasse a fazer a respiração e como és uma grande invejosa lá levaste também um tubinho directamente ao estômago para retirar o sangue que tinhas engolido aquando da entubação. Como tal foram obrigados a induzirem-te um estado de coma para que pudesses suportar os tubos sem grandes agitações e esforço da tua parte. Como deves calcular foi aqui que o Mundo desabou aos meus pés, pois não estava minimamente preparado para ouvir tal notícia, muito menos para transmiti-la à filhota.

E o primeiro momento de grande pavor foi vivido na companhia da Cinda que embora sem forças ela própria no primeiro momento lá arranjou um bocadinho de vontade para me reconfortar até ela cair também por terra e desarmar completamente.

13:00 – Havia que voltar a casa e transmitir a notícia a todos, mas principalmente à Patrícia, e resolvemos que o melhor era mesmo contar-lhe o que tinha acontecido, de uma forma mais ou menos estendível para ela. Foi o que fiz, e ainda bem porque a cada vez que o telefone tocava ela corria imediatamente para tentar ouvir alguma coisa, e ainda por cima tocava a toda a hora. (É nestas alturas que sabemos quem são os verdadeiros amigos) e são tantos que nem imaginas, porque passados alguns minutos e vindos não sei donde choveram os telefonemas, todos queriam fazer parte do elo da corrente para te dar força e se juntar contigo nesta luta.

16:00 – Hora da visita dos doentes da UCIC e lá estávamos novamente para te ver, na primeira vez que estive no serviço não consegui arranjar forças para entrar, mas desta vez a ansiedade apoderou-se de tal forma que os minutos foram horas até poder olhar para ti.
E não imaginas a sensação de impotência que foi olhar para ti, ali deitada cheia de tubos por todo o lado a lutares para te manteres connosco.
Ao que parece e pese embora não estivesses acordada reagias mais ou menos à presença daqueles que te adoram.
Ao ouvires a minha voz ficavas sempre um bocado agitada, e eu ficava sem saber se devia estar ou não, porque não conseguia entender se te estava a fazer bem ou mal.
No entanto depois de uma longa conversa com o enfermeiro para me explicar o que te tinha acontecido e me ter acalmado um bocado.
O enfermeiro deu-me indicações para lhe ligar (embora fora da hora normal para o fazer) cerca das nove e trinta para saber como tinhas passado o resto do final da tarde, e quando lhe liguei lá confirmou que a minha “fofinha” CONTINUAVA AGARRDA À CORDA DA VIDA COM TODAS AS FORÇAS…
E esta, embora, não sendo a notícia de excelência não deixava de ser uma boa noticia, e pedi-lhe para voltar a ligar na sábado de manhã para saber como tinhas passado a noite, pois embora não fosse ele a estar presente podia-o fazer.

Entretanto os telefones não paravam, no final da noite a tua filha e eu fomos fazer-te a primeira de muitas visitas junto à janela da enfermaria que o pessoal de enfermagem tinha feito o favor de assinalar com uma luz azul para ela melhor identificar onde estava o quarto da mãe.

E quase me esquecia do Mundo, nada de importante o preço de petróleo chegou aos 75 dólares, e o Rui costa fez furor no treino do Benfica na Bélgica.

Hoje ao reler o que escrevi, vejo o quanto as coisas mudaram, o quanto a esperança pode cair, o quanto o sofrimento dói, só esse não mudou, ele e estas teimosas lágrimas que tal como há dois anos atrás teimosamente não param de correr.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Ontem choveu...


Ontem choveu, não choveu muito, mas choveu, ao olhar o céu vi as nuvens cinzentas, negras, carregadas.
Inevitavelmente carregadas de maldade como estavam à dois anos atrás. Ao vê-las, tal como outras tantas vezes, imaginei o seu significado, todas elas são parecidas com alguma coisa.
Estas não, são apenas escuras e negras, a única semelhança com a realidade só mesmo a escuridão.
A imaginação às vezes transporta-me para aquela sexta feira, e em como tudo poderia ser diferente, mas quando tudo está contra nós, as nossas forças vão diminuindo, vamos baixando as nossas defesas, confesso que me faz confusão ver as nuvens escuras em Junho, olho para o céu e nele apenas vejo imagens disformes, qual cataratas galopantes que me tiram aos poucos a minha já pouca visão.
Olho para o céu, e procuro-te, quero ver-te a sorrir, olho para o céu e nada vejo;
Apenas a escuridão.

domingo, 25 de maio de 2008

Na melhor companhia do Mundo...


Encosto-me aqui e penso em ti...
Penso nos momentos que passámos juntas...
Lembro todos os instantes que foram simplesmente únicos...
Volto atrás no tempo...
Historias contadas que já mais serão esquecidas...
A vida que construíste, de repente arruinada...
Aquele exemplo...
Aquela força...
Aquele sentimento...
Aquela voz...
Aquele cheiro…
Este Olhar e este Sorriso
Fazem-me acreditar que estou na melhor companhia do Mundo!..

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Gajo com sorte...


O tempo passa a correr, quase sem darmos por isso, de mansinho, mas muito veloz. Tão veloz que 705 dias passaram e quase não dei por eles, tão empenhado que estive em não te perder, tão empenhado em te trazer de volta, tão empenhado em te ter de novo aqui, tão empenhado em te manter junto de mim. Ahh o tempo, o tempo passa, com ele passaram tantas coisas, com ele ficaram tantos projectos, com ele até me esqueci de ter uma taquicardia por ano, com ele até me esqueci que devo fazer uma biopsia, com ele até fiquei com medo, afinal agora não tenho que me pegue ao colo e me leve ao médico, quem me apaparique, me faça miminhos, me dê carinhos, me enxugue estas lágrimas que teimosamente não param de correr.
Sabes às vezes tenho medo do tempo, que me leve um pouco de ti a cada dia que passa, tenho medo de não me lembrar de como era bom sermos um só, tenho medo de não ter tempo para me recordar do tempo em que as coisas eram tão...boas, simples, normais.
Mas o tempo, também me trouxe muitas coisas boas, avivou outras, e aproximou ainda mais umas quantas, e hoje quero falar-te mais uma vez de como o tempo se encarregou de me mostrar que sou um gajo com sorte.
Há uns dias fui “alentejanar” e aproveitei a viagem para “ribatejanar” e eis que o tempo me deu oportunidade de fazer este boneco e conseguiu meter cá três seres muito especiais, tão especiais que nem eles sabem quanto, embora com o tempo eu lhes diga muitas vezes isso mesmo.
Mas sobretudo porque eles e outros como eles continuam a ter tempo para me aturar...
SOU UM GAJO COM SORTE.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Repara...


Repara como o tempo voa
Repara como a esperança se desvaneçe
Repara como a gente espera à toa
Repara como nada de novo aconteçe!...

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Hoje...


Hoje sinto-me como a lua

Que reencontrou o sol;

Hoje sinto-me como as estrelas

Que reencontraram o céu;

Hoje sinto-me como as ondas

Que reencontraram o mar;

Hoje sinto-me como um filho

Que reencontrou os seus pais;

Hoje sinto-me como um apaixonado

Que reencontrou o seu amor;

Hoje sinto-me como um barco perdido

Que reencontrou o seu rumo;

Hoje não sei explicar porquê

Mas sinto-me feliz!

Hoje sinto-me feliz por te ter sempre ao meu lado

Nos bons e nos maus momentos.

Hoje sinto-me orgulhosa por seres meu pai!

Hoje sinto que mesmo quando "discutimos"

Continuo a adorar-te!...


Também é por ti que luto todos os dias sem me cançar! Todos os dias com um sorriso no rosto, e quando tu estás triste nem imaginas o quanto me dói o coração, fica mais pequenino que um feijão. Eu posso ter apenas treze anos mas acredita que te conheço muito bem e sei ver o que precisas para te alegrar. às vezes apenas um beijinho, outra vezes um abraço e outras de um papelinho escrito com muito, muito carinho :)Por vezes é muito difícil ver-te assim mas acredita que quando me retribuis com um sorriso mesmo que estejas triste nem imaginas o que isso significa para mim...Tenho muito orgulho em seres meu pai e na nossa relação. Embora ás vezes os "grandes" terem a mania de complicar, mas também tenho de servir para qualquer coisa:)Beijinhos da Filhota Patrícia

quinta-feira, 8 de maio de 2008

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Correr na ponte...


Hoje fui ver-te como sempre o faço, ao chegar encontrei-te a dormir...
Entrei devagarinho, mas vinha cansado de subir as escadas a correr e fiquei a olhar-te por um bom par de minutos, mas tu qual criança a ser observada, acordas-te e procuraste-me algures naquele quarto, não me vias, mas hoje tive a certeza que me sentias lá, o teu acordar foi tão doce e com um bocejo de boca, mas sempre com um sorriso aberto e franco, ao falar-te o sorriso não mudou. Tu sabias que eu estava ali...e cansado!
A primeira coisa que saiu foi mesmo a pergunta: - estás cansado?
Estás cansado?
Sim, vim a correr!
Da ponte?
Da ponte? Perguntei eu!
Da ponte com a Anabela e o João...
Qual ponte???
E pronto o “tico e o teco” entraram novamente em “alentejanismo”.
Mas mesmo sem a recapitulação da matéria dada, sobre os nomes dos que te são mais queridos, foi muito engraçado ver o poder da nossa mente e a maneira como ela encadeia as coisas especiais para nós, bem sei que todos são especiais, uns mais do que outros, alguns, umas vezes mais do que outras, mas outros como estes sempre.
Nunca tinha até este momento postado aqui qualquer coisa sobre eles, talvez porque há pessoas assim especiais que mesmo não falando delas a gente sabe que com elas pode e sempre contamos, ou apenas porque fazem tão parte da nossa vida, estão sempre tão presentes que achamos que não temos que lhes dizer o quanto são importantes.
Hoje fizeste-me descer novamente as escadas a correr e vir para casa e escrever estas palavras pela necessidade que senti ao ouvir-te dizer “com a Anabela e o João”... Hoje o “Tico e o Teco” juntaram esforços e conseguiram unir estas criaturas e saber que todos fazem parte de um todo. A mim cabe-me transmitir-lhes o teu recado... UM BEIJO!

sábado, 19 de abril de 2008

Flatulências...


A composição do gás das flatulências é altamente variável. A maior parte do ar que engolimos, especialmente o componente Oxigénio, é absorvido pelo corpo antes do gás alcançar os intestinos. Quando o ar atinge os intestinos, a maior parte do que resta é nitrogénio. Reacções químicas entre o ácido estomacal e os fluidos intestinais também podem produzir dióxido de carbono, que também é um componente do ar e um produto da acção bacteriana. As bactérias também produzem Hidrogénio e metano.
O odor das flatulências vem das pequenas quantidades de sulfato de hidrogénio (gás sulfídrico). Esses compostos contêm enxofre. Quanto mais rica em enxofre for a nossa dieta, mais desses gases vão ser produzidos pelas bactérias nos nossos intestinos e mais as suas flatulências vão cheirar mal.
Pratos como couve-flor, ovos e carne são notórios por produzirem flatulências malcheirosas, enquanto feijão produz grandes quantidades de flatulências não necessariamente malcheirosas.
Em média, uma pessoa produz mais ou menos um litro de flatulências por dia, distribuídas em cerca de 14 saídas diárias.
Os médicos concordam que as flatulências que não são libertadas, também não são absorvidas. Elas simplesmente voltam para os intestinos e saim depois. Não se conhecem agentes intoxicantes na flatulência, a maior parte delas contém muito pouco oxigénio e podemos ficar tontos se inalarmos uma quantidade super concentrada de essência, simplesmente por falta de oxigénio. A flatulência deveria cheirar tanto para quem o fez como para as outra pessoas. Mas quem fez está protegido pelo facto de que repeliu o ar para longe do seu corpo numa direcção oposta à do seu nariz.

E perguntarão eles ao lerem isto, afinal que conversa de “merda” é esta? Perguntam porque não estavam lá, na altura em que fui à tua casa de banho, lavar as mãos e aproveitei para fazer sair uma dosezinha de gás extra.
Se lá estivessem poderiam ter assistido a um dos momentos mais lindos e hilariantes dos últimos anos, pois faz quase dois anos que não te ouvia, nem via rir por tanto tempo e com tanta intensidade, e como se isso não fosse o bastante, à pergunta: “porque te estás a rir?” ainda fui brindado com um sonante e muito bem audível “ DESTE UM PEIDO!”
Pois dei...

segunda-feira, 7 de abril de 2008

A primeira vez...


Não me passava, pela cabeça votar a assistir a uma coisa destas novamente, afinal depois dos 40, não é todos os dias que nos podemos “gabar” de assistirmos à primeira vez de alguem.
No inicio imagino que a coisa deve dar um friozinho na barriga (lembro-me da nossa primeira vez, e de como as minhas pernas tremiam), para já não falar das muitas dúvidas que nos assolam, será que escolhi a pessoa certa, como irão reagir os meus amigos quando souberem, será que vão achar que sou um ser diferente, ficarei marcado para a vida, etc, etc.
São conflitos de ideias e desejos, misturas de sentimentos, e pior que tudo é que não dá para voltar atrás.
Mas não há nada como a nossa primeira vez, é uma experiência inesquecível, mesmo quando quem vem para a primeira vez, não venha preparado com o material adequado, e se sinta um pouco desconfortável por ser a única do grupo para quem é a primeira vez.
Ninguém se deu ao trabalho de lhe explicar o que quer que fosse, imagino o que se passaria naquela cabecinha, cheia de teoria, (deve ter passado a noite a ler livrinhos da especialidade) mas sem pratica alguma, cheia de vontade de experimentar, mas com medo de fazer má figura.
Curiosamente não aconteceu nada disso, aquilo que vi foi alguem orgulhoso da sua performance, alguem que passado pouco tempo não tinha qualquer dúvida e sobretudo alguem que se aventurou mesmo sem qualquer pudor à pesca do maior dos peixes...
Quero aqui manifestar a minha admiração, e o enorme prazer por ter apadrinhado a primeira vez...
Do meu amigo João na “arte” da PESCA.

sexta-feira, 28 de março de 2008

Hoje apateceu-me Chorar...


Hoje apeteceu-me chorar, apeteceu-me chorar, porque os meus olhos teimam em ver, aquilo a que o coração fecha os olhos.

quarta-feira, 26 de março de 2008

"Como melhoram as pessoas depois que começamos a gostar delas".


Hoje ao entrar no meu mensager deparei com uma frase que me encheu a alma de alegria, por muitos motivos, a saber:
A frase: “ Como melhoram as pessoas depois que começamos a gostar delas...”.
O autor, ou pelo menos e editor desta pequena preciosidade o meu amigo Rui Cabral.
O significado, bem aqui entramos num mundo admirável, afinal cada um pode encontrar muitos significados para esta frase, dar-lhe o seu cunho pessoal de interpretação, lapidá-la de acordo com a conveniência do momento, enfeitá-la e embrulhá-la a gosto.
Bem sei que provavelmente para muitos este “melhoram” da frase se encaixa na forma como as pessoas passam a ser melhores, melhores enquanto pessoas, apenas porque gostamos delas.
O engraçado é que a primeira coisa que me ocorreu quando a li, não foi nada disto, lembrei-me imediatamente de Ti. O meu pensamento voou em direcção à Venda do Pinheiro, ao teu novo lar e sobretudo ao teu maravilhoso sorriso com que fazes o favor de me presentear, sempre que chego junto a ti.
É verdade passado o primeiro impacto do dia da mudança, não mais te encontrei de semblante carregado, de olhar distante, vago, pedido na dor ou no sofrimento, sempre que chego encontro um sorriso lindo estampado no teu rosto, vejo-te a tentar erguer-te do nada, e imaginação (fértil a minha) à parte consigo ver-te hoje muito melhor que antes.
Com tudo isto perdi-me no rumo, tudo isto para dizer que quando nos tratam com amor, carinho e dedicação (como o fazem aquelas que te acompanham no teu dia a dia) até mesmo para situações em que as melhoras são quase uma miragem elas aparecem mesmo.
Tanto sofrimento, tanto trabalho, tantas horas passadas, tantos dias desgastantes, tantas lágrimas derramadas e afinal “ Tu melhoraste quando quem te trata, começou a gostar de ti”
Ao meu amigo Rui Cabral um bem haja do tamanho do Mundo.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Parabéns!!!


Mudar de princípios é um processo lento, só soube que eles mudaram, quando uma coisa que era certa para mim, simplesmente deixou de ser...
O Amor incondiconal não é mais que um jogo sem regras, as regras definem a vida em jogos mas o amor incondicional não conheçe regras. AMO-TE!
Zé dos Anzóis
.
.
DOIS…
.
Já foram dois…
Dois aniversários sem ti,
Dois natais sem ti,
Dois fins de ano sem ti,
Dois dias da Mãe sem ti,
Dois anos sem ti…
Sem o teu carinho,
Sem o teu amor,
Sem o teu sorriso,
Sem o teu abraço….
O fim está longe de acabar,
Mas eu já estou tão cansada,
Cansada de não saber o que me espera,
Cansada de ter medo,
Cansada de arranjar forças…
Não sei até quando vou aguentar,
Nem sei como aguentei até aqui,
Apenas sei que mesmo estando cansada
Nunca vou deixar de lutar para ultrapassar todos estes desafios!...
Adoro-te
Um grande beijinho de parabéns...
Patrícia

sábado, 8 de março de 2008

Confusão



Mais uma batalha perdida, a nossa vida é isso mesmo uma guerra e por sinal ainda não acabou. Sabes aquelas guerras que sabemos não poder ganhar desde o inicio, aquelas que a sensatez nos diz para não começarmos sem termos a certeza que vamos ganhar, isso é a nossa vida.
Aos poucos vou baixando as defesas, e já me custa rastejar por entre os excrementos, hoje sinto-me assim, qual soldado assustado e perdido por entre as linhas inimigas, sem qualquer cobertura de retaguarda. Falta-me o ânimo, apetece-me fechar os olhos e adormecer, não quero ficar acordado, magoam-me os sonhos, sofro com as recordações e sinto-me dilacerado por esta vontade louca de adormecer. A minha vida sem ti é uma farsa, nada faz sentido e no entanto sinto que te perco um pouco todos os dias. Queria tanto trocar contigo, tu terias certamente mais e melhores respostas, tu serias mais forte, tu não me deixarias perder aos poucos e no entanto tudo o que tenho não passa de uma vontade de que enquanto houver ventos e mares a gente não vai parar a gente vai continuar.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Amigos...




Regra geral etiqueto as coisas de boas ou más, bonitas ou feias, e faço o mesmo com as pessoas, tudo isto é determinado pelos meus desejos…
Se a beleza existisse no objecto ou na pessoa em si, seríamos todos atraídos pelas mesmas coisas e pelas mesmas pessoas…
Enquanto apaixonado, tu a mulher que desejo pareces-me, sob todos os pontos de vista, perfeita, imutável, digna de ser amada para sempre…
Cada detalhe, por pior que seja, da tua personalidade possui uma aura especial, não imagino a minha vida sem ti…
Com os amigos tambem sou assim, por muitos defeitos que possam ter, aos meus olhos, são sempre perfeitos, por nada em especial, mas apenas porque são os meus amigos.
Hoje quero dizer a um punhado deles, que foram desde muito cedo etiquetados, como muito bons, bonitos, simpáticos, perfeitos, com aquela aura especial, tudo porque à luz do meu coração, não os consigo ver de outra forma.
Charraz, Zé Manel, Fátima, Carol, obrigado por fazerem o favor de serem meus amigos.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

É público e oficial sou COTA!!!



Lembras-te do nosso primeiro dia dos namorados, como namorados mesmo de aliança no dedo e tudo? Eu lembro, cada pedaço, cada momento, sinto-o por entre a minha alma.
Dia 14 de Fevereiro de 1988, foi mesmo especial para nós este dia, não foi? Aconteceram tantas coisas boas, tantas coisas muito boas. Dava quase uma epopeia o nosso primeiro dia dos namorados.
Vinte anos depois e nem por isso o tempo apagou a magia. Era um domingo, e eu dava aulas em Santarém, turminha complicada aquela das meninas. Viagem deliciosa aquela de comboio entre Santa Apolónia e Santarém, poucas pessoas a bordo, carruagem fechada no inter regional Lisboa, Porto com saída marcada para a meia noite e meia e hora previsível de chegada por volta da uma e meia da manhã. O tempo não era o que é hoje, estava frio, chuviscava pelo menos pela capital do Ribatejo, e o táxi que era suposto ainda estar na estação, alguem o tomou antes de nós, recordo-me do rol de asneiras que saíram da minha boca. Tu, como sempre serena, confiante, afinal da estação a casa eram apenas três quartos de hora a pé, ah e sempre a subir.
Chegamos molhados, cansados, exaustos, mas que se f..., era o nosso primeiro dia dos namorados, não haveria nada que nos tirasse o prazer de o gozar como se aquele fosse o primeiro o último ou o único dia dos namorados das nossas vidas.
Dormimos juntos pela primeira vez, melhor não dormimos, partilhamos os braços um do outro e lembro-me de me dizeres a certa altura que eram sete da manhã e nós continuava-mos ali, abraçados a olharmo-nos mutuamente, como se o Mundo se resumisse apenas aquelas quatro paredes. Ah e o amor, na verdade não o fizemos, de tanto encantamento acabamos por nos esquecer de o fazer. Mas falamos, falamos muito, como sempre, até hoje; e beijamo-nos; e tocamo-nos; e partilhamo-nos. Amamo-nos, afinal aquele era o nosso primeiro dia dos namorados...
Ok e que tem tudo isto a ver com o ser público Euzinho da Silva Simões ser COTA? Pois muito bem passados vinte anos do nosso primeiro dia dos namorados, depois de ter partilhado mais umas horas de puro prazer contigo ouvindo as nossas músicas, chego a casa, vou buscar o nosso rebento e surpresa das surpresas um “namorado anónimo” deixou-lhe na pasta um postal e uma declaração de amor, aquela que será a primeira declaração dela no dia dos namorados. Sou COTA!!!

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Medo...



Estou com medo...
Ontem adormeci com uma sombra negra sobre mim, não consegui inicialmente entender, tão pouco perceber aquela forma que balançava sobre o meu quarto. Acredita que não me era estranha, não era a primeira vez que eu sentia algo assim tão perturbador.
Uma vez devia eu ter sete anos saí à noite acompanhado pela Cinda, acho que uns pintos brincavam entre um molhe de feijões a secar numa eira, na imaginação fértil de alguem que não podia sequer correr como todos os outros, pareceu-me ser uma cobra e toca a fugir desalmadamente até à exaustão total que quase me deitou por terra, eram pintos, não era uma cobra, era Medo.
O mesmo Medo que senti ontem à noite, desta vez já posso correr, e ainda tenho a Cinda por perto e no entanto fiquei exausto ainda que sem correr, fiquei exausto só de fechar os olhos, exausto pelo tempo que demorei a chegar ao interruptor do candieiro, exausto de Medo.
É assustador fechar os olhos, virar-me para o teu lado e não te encontrar, esticar o braço e encontrar a almofada em vez do teu corpo, sentir que a minha respiração não volta para trás ao bater nas tuas costas, dizer boa noite e não ouvir a tua voz suave, carinhosa, meiga ditar o destino da meu sossego
Ontem à noite descobri que durante muitos anos, todos aqueles que te tive por perto nunca senti nada assim. Tu davas-me força, mesmo nos momentos mais escuros, da nossa caminhada, nunca me deixavas baixar os braços, bastava olhar-te nos olhos e sentir a força que deles emanava a luz que brotava na direcção do meu coração.
Agora estou aqui a passar para o papel o que me vai na alma e ainda tenho medo, tenho a luz acesa e ainda tenho medo, já não corro com medo do medo, mas mesmo assim ainda tenho muito medo. Não te tenho por perto e é disso que tenho MEDO.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Abraço...



Hoje dei-te um abraço, em troca tu deste-me um sorriso, sim um sorriso, mas não um sorriso qualquer, era um daqueles sorrisos, sabes?
Sim desses, daqueles que transformam a lagarta em borboleta...
Sabes, não tenho escrito muito ultimamente, chama-lhe...
preguiça, falta de inspiração, ou apenas a falta desse sorriso.
Ahhh como a minha alma cresceu, como meu coração bateu mais forte, parecia até que o Mundo podia acabar ali, naquele momento, naquele instante.
E acabar como tinha de ser, eu tu e aquele sorriso lindo.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Saudades...


Hoje tenho o coração com aquele aperto, sabes?
Hoje tenho saudades…
Hoje tenho saudades da tua voz;
Hoje tenho saudades da tua boca;
Hoje tenho saudades do teu corpo;
Hoje tenho saudades do teu cheiro;
Hoje tenho saudades dos teus beijos;
Hoje tenho saudades dos teus carinhos;
Hoje tenho saudades das nossas refeliçes,
Hoje tenho saudades de dormir a teu lado;
Hoje tenho saudades dos teus telefonemas;
Hoje tenho saudades de andar contigo de mão dada;
Hoje tenho saudades de te ouvir chamar-me fofinho;
Hoje tenho saudades dos teus mimos, ah os teus mimos…
Hoje tenho saudades de ser amado, como sempre fui;
Hoje tenho saudades de amar;
Hoje tenho saudades de tudo e afinal não tenho nada, a não ser um aperto no coração…
E uma data de lágrimas a correrem pala cara abaixo…

sábado, 15 de dezembro de 2007

Tristeza...


Hoje foi um dia muito especial, Não é todos os dias que nos podemos orgulhar de termos à nossa volta meia centena de amigos, e sabes o quanto eu valorizo a amizade, hoje tive esse prazer de ter à minha volta , muitos amigos, e o mais bonito de tudo é que são mesmo meia centena de amigos e não alguns amigos e um pedaço de conhecidos.
Por tudo isto, ás vezes os milagres aconteçem, e hoje isso não foi excepção, e o verdadeiro milagre da noite foram as palavras que a tua filha te dedicou e que aqui te deixo, quem sabe pelo menos tu não fazes como todos os outros e não ficas com uma lágrima no canto do olho.
TRISTEZA...
Tristeza está escrito no dicionário como aspecto que revela mágoa ou aflição.
Trizteza não deveria estar no dicionário...
Tristeza é muito mais do que isso...
Tristeza não se resume apenas a quatro ou cinco palavras
Tristeza é um sentimento;
Trsteza é ver que estás a sofrer e não poder fazer nada;
Tristeza é ver-te em baixo;
Tristeza é ouvir-te dizer "não vás!";
Tristeza é não poder ver o teu sorriso;
Tristeza é não poder ouvir a tua voz;
Tristeza é não te poder sentir;
Tristeza é olhar para ti e ver-te a chorar;
Tristeza é não sentir o que tu sentes;
Tristeza é ver-te assim.
Mesmo estando onde estás nós continuaremos a lembrar-te como a Ana que agarrava a vida com um sorriso no rosto independentemente dos problemas que ela tivesse...
Adoro-te mãe!!!

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Ontem, hoje e amanhã...


Ontem era o dia…
O dia em que tudo se decidia
O dia em que deverias tudo mostrar
O dia que afinal eu tanto temia
O dia em que podias até falar
Hoje foi o dia…
O dia em que um prazo ditaram
O dia em que tantas coisas se perderam
O dia em que te avaliaram
O dia em que os sonhos morreram
Amanhã será o dia…
O dia de uma nova batalha
O dia de mais uma luta valente
O dia de andar no fio da navalha
O dia de levantar a cara contente
Afinal…
Mesmo que tudo volte ao inicio
Mesmo que tudo seja inalterável
Mesmo que na beira do precipício
A força do amor é inimaginável!!!

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Para ti...


És tu que foges?
Ou apenas eu que não te encontro?
Não sei, sei apenas o quanto ando,
O quanto luto…
Farto de lutas!
E ainda assim, me movo…
Carrego-me a mim, mas faço-o por ti.
Calado apenas, observo-te…
Numa dor, que mais parece um calor,
Num calor, que transparece um frio!
Falam-me, que não te percebem
Perguntam-me e eu digo-lhes que não,
Em sentimento de amor,
Arrasto-te com valor...
Andando por palavras
Sigo a avenida de sonhos
A quem me pergunta,
Respondo, que por tudo passei!
Solidão, consequência de sonhos!
Magoas ardentes, resultado de caminhos!
Escritas de tolos?
Se o passei, não o direi!
Para mim,
Basta estar para o ser,
Destino o meu, ser como existo,
Para tal limito-me a crer!
Enfim aqui estou,
Para sempre?
Não certamente,
Mas para ti, eternamente!!!

terça-feira, 16 de outubro de 2007

O Amor!..


Amor é nuvem,
Amor é céu…
Amor é um sorriso
Amor é um abraço…
Amor é um beijo de boa-noite…
Amor é um esforço…
Amor é água no deserto…
Amor é uma lágrima no teu rosto…
Amor é o teu cheiro pairando no ar…
Amor é o pôr-do-sol,
Amor é o luar…Amor é uma estrela no céu…
Amor é um pedacinho de sonho…
AMOR és tu Mãe!..

Patrícia

domingo, 14 de outubro de 2007

Desalento


Ando cortando as noites ao meio
Cai aos meus pés, ferido, o coração
Sem saber como lidar com o anseio
De tanto não te ver na escuridão

Lavo atormentado o rosto com as mãos
Fujo às cegas, é meu, esse eco de gritar
Que se ouve na cidade por entre irmãos
Cansado de correr e não te encontrar

Devora-me a esperança, quase vazia
Estou exausto, cansado de te procurar
Ao longe apenas vejo névoa e maresia
Quando o que quero é o doce do teu olhar.

Afinal tantos dias depois, é coisa pouca
O desejo que corre pela casa muito lento
Um só, é o meu alento...Guardar na boca
Teus mil beijos molhados, trazidos pelo vento.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Uma Vida...



Um dia… olhei para ti e descobri-te…
Um dia… passiei contigo e beijei-te
Um dia… viajei contigo e admirei-te
Um dia… casei contigo e amei-te.

Uma vez… fizemos amor e descobri-te
Uma vez… ouvimos musica e beijei-te
Uma vez… cuidas-te de mim e admirei-te
Uma vez… deste-me uma filha e amei-te.

Agora… Olho para ti e não te encontro
Agora… Afago o teu rosto e não me beijas
Agora… Corro para ti e não me admiras
Agora… O Mundo parou e continuo a amar-te…

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Desencontros


Que dia louco o de hoje…
Tu, perdida num labirinto de incertezas
Eu, perdido nas incertezas do labirinto
E a nossa vida… Um desencontro.
Desencontrou-se a tua vontade de comer
Com o meu desejo de te ver alimentada
Desencontrou-se a tua vontade de sorrir
Com o meu desejo de te ver bem-humorada
E a nossa vida… Uma canseira.
Eu, cansado de ter ver assim parada,
Tu, apostada em nada me mostrares
Eu, cansado de não encontrar respostas
Tu, teimosa em deixares em mim tanto de ti
E a nossa vida…
A vida não é mais nossa, a nossa vida não existe
Agora pouco mais fazemos do que sobreviver
Tu sobrevives vivendo,
Eu vivo sobrevivendo…
Que dia louco o de hoje.!!!

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Eu sei muito bem quem és tu!...


Há tempos contei aqui a historia do velhote que todos os dias ia visitar a mulher que sofria de Alzaimer e não sabia quem ele era fazia muitos meses, pois bem tu podes não saber que sou eu, mas "eu continuo a saber muito bem quem és tu!..."


Queria que todos soubessem
Quantas lágrimas já chorei
Quem sabe assim pudessem
Ver o quanto te amei.

Não consigo deixar de pensar
O quanto bom foi ter-te amado
Queria tanto acreditar
Que isso não é apenas passado!

Foi um infortúnio enorme
Aquilo que nos aconteceu
Ainda dizem Q´Ele não dorme,
Quando contigo desapareceu!

Não estás aqui comigo
Nem agora, nem nunca mais
Deixastes-me, qual sem abrigo
Ao sabor dos temporais.

Minha alma anda perdida
Sem rumo algum, sem norte
Tu és o sentido da minha vida
Agora, sempre e até à morte!...

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Amizade...


Faz tempo que não sou capaz de escrever nada, para ti...

Preguiça...

Desânimo...

Cansaço...

Medo...

Não sei, mas hoje senti necessidade de partilhar contigo uma experiência que embora tenha feito meu coração ficar pequenino, fê-lo sentir-se grande, afinal não é todos os dias que podemos ouvir um amigo dizer que de vez em quando sabe bem falar um pouco comigo, embora pela ordem natural das coisas a converssa te tivesse a ti como destinatária...

... E tu, certamente dirias algo como aquilo que a seguir vou deixar nesta página:

Amigo(a)...

"Nós não podemos acabar com todos os teus problemas, dúvidas ou medos,mas podemos ouvir-te e juntos podemos procurar soluções. Nós não podemos apagar as mágoas e as dores do teu passado nem podemos decidir qual será o teu futuro, mas no presente nós podemos estar contigo quando precisares de nós. Nós não podemos impedir que tu leves tombos, mas podemos oferecer as nossas mãos para te agarrares e levantares-te. Tuas alegrias, triunfos, sucessos e felicidades não nos pertencem,mas teus risos e sorrisos fazem parte dos nosso maiores tesouros. Não é da nossa alçada tomar decisões por ti, nem podemos julgar as decisões que tomas, mas nós podemos apoiar, encorajar e ajudar mesmo sem nos pedires; podemos dizer que somos amigos e podemos-te desejar somente alegrias,coisas boas, enfim, muita felicidade....

Um beijo muito especial da Ana e do Dionísio para alguem escolhido por Deus para iluminar parte do nosso caminho, sobretudo quando ao fundo não se via nada a não ser escuridão...

sábado, 28 de abril de 2007

"Felicidade!..."



Quantas vezes me fazes chorar
Quando me deixas a esperar
Esperar por um abraço apertado
Esperar por palavras carinhosas
Fico sozinho com a minha solidão
Minha única companheira
Que teima em não me deixar
Brigo, luto, mas ela veio para ficar
Remoendo o meu coração devagar

Quantas vezes me fazes chorar
Quando me deixas a esperar
Esperar não só por um abraço apertado
Esperar não só por palavras carinhosas
Fico a esperar que ela, a solidão, se vá
Já não quero mais o carinho das lágrimas
Que pela minha face triste tanto percorreu
Quero ver dos meus olhos saltar
Somente lágrimas de alegria

Não quero mais chorar, mas continuo a esperar
Esperar não só por um abraço apertado
Esperar não só por palavras carinhosas
O que mais espero é te ter por perto
Já que o meu coração te espera
Pois de ti, o meu coração necessita
Quero que de mim faças parte
Quero-te sempre perto de mim
Quero-te hoje, quero-te agora,
Quero-te para sempre
Pois sem ti, “FELICIDADE”, a solidão não tem fim.

terça-feira, 20 de março de 2007

Até ao meu final...


Ontem, era um daqueles dias em que nós depositávamos todas as esperanças em que tu soubesses aproveitar a porta que se abria... No entanto continuas apostada em fazer as coisas como sempre... à tua maneira! E mais uma vez o Mundo acabou poor desabar em cima de mim, não imaginas o quanto eu acreditava que desta vez iria dar certo, o sem número de coisas que foi necessário fazer para tornar aquele momento possível, e no final, bem no final resta apenas a consolação que mais uma vez entendi o quanto a letra da nossa música dos Il Divo assenta que nem uma luva ao momento que vivemos. Por isso hoje quero apenas deixar-te a mensagem:

Teu lugar é ao meu lado
Até que o queira Deus
Hoje eles saberão quanto eu te amo
Quando nós, finalmente, seremos dois

Eu nunca estive tão seguro
De amar assim sem condição
Olhando para ti, amor te juro
Cuidar para sempre da nossa união

Hoje eu te prometo amor eterno
Ser para sempre tu e eu, no bem e no mal
Hoje eu te demonstro o quanto te quero
Amando-te até ao meu final

A melhor coisa que me aconteceu
Foi ver-te pela primeira vez
E estar assim de mãos dadas
É isto amor, que eu sempre sonhei

Hoje eu te prometo amor eterno
Ser para sempre tu e eu, no bem e no mal
Hoje eu te demonstro o quanto te quero
Amando-te até ao meu final.

terça-feira, 6 de março de 2007

Tudo...


Mãe…

Tudo, tudo me faz lembrar de ti. Desde o simples olhar pela janela até ao teu perfume.
Não sei se é normal o que sinto.
Estou completamente perdida neste mar e nunca mais encontro terra.
Há sete meses tudo era perfeito, mas agora tudo mudou.
Agora o meu Mundo deixou de ser cor-de-rosa.
Nunca pensei sentir tanta saudade de alguém como sinto agora, nunca pensei sentir este aperto no coração, nunca pensei sentir tanta angústia.
A cada dia que passa a vitória encontra-se cada vez mais longe… mas tu continuas a lutar e nós a apoiar-te o mais que podemos.
Há dias em que me encho de esperança e saio do hospital toda contente, mas há outros que parece que o mundo está todo contra mim e que só tu me poderias fazer feliz.
Era tão bom quando tu me ias buscar à escola e me davas um grande abraço; era tão bom quando vinha da natação e batia à porta e sabia que tu ias abrir e dizer: ”-Olá Amor, então como correu a natação?”.
Agora essas pequenas coisas fazem-me tanta falta.
Mas eu vou continuar a acreditar porque sei que tu vais ser capaz de superar isto tudo, porque afinal a esperança é a ultima a morrer.

E tu nunca deixarás de ser a minha mãe.


segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007


Um dia destes falei muito com a Ana,
Sobre vocês, ela só sorria,
Falei sobre as nossas noitadas, as nossas viagens, os nossos planos, e ela sorria
Afinal…
Vocês são aqueles que estão sempre nas horas boas e nas horas más.
Vocês são quem nos dá um pedacinho do chão, quando é de terra firme que nós precisamos, ou um pedacinho do céu, se é o sonho que nos faz falta.
Vocês são mais que um ombro amigo, vocês são a mão estendida, a mente aberta, o coração pulsante, as costas largas.
Vocês são aqueles que dão e não esperam retorno, porque sabem que o acto de compartilhar um instante qualquer connosco já nos alimenta e satisfaz.
Vocês são quem já sentiu o mesmo que nós.
Vocês são quem tem medo, dor, tal como nós.
Vocês são quem nos sorri sem motivo aparente, e quem sofre com o nosso sofrimento.
Vocês são quem fala e ouve com o olhar, o vosso e o nosso em sintonia telepática.
Vocês são aqueles que percebem nos nossos olhos, os nossos desejos, os nossos disfarces, as nossas alegrias, os nossos medos.
Vocês são ao mesmo tempo o espelho que nos reflecte, e o óleo derramado sobre suas águas agitadas.
Vocês são o sol que seca as nossas lágrimas, são o sumo que adocica ainda mais o nosso sorriso.
Vocês são aqueles que nos dizem "eu te amo" sem qualquer medo de má interpretação:
Vocês são quem nos ama "e pronto".
Vocês são a verdade a razão, o sonho e o sentimento.
Vocês são o Zé, a Cinda e o Nuno!
E Nós a Ana, o Dionísio e a Patrícia queremos que…
Vocês sejam pra sempre, mesmo que o sempre não exista.

domingo, 18 de fevereiro de 2007

Ausência...


A noite está vazia...
A lua cheia reflecte a tua ausência,
O meu coração, ansioso, espera pelo teu, cheio de amor para dar.
O meu olhar distante... procura nas estrelas
Um motivo por estar assim...
Tão longe de ti
A noite vai passando,
E tudo o que vejo faz-me lembrar de ti
E as lágrimas no meu rosto
Rolam pela face como se fosse uma tempestade.
O coração grita de saudade:
Não sei viver sem ti!
Nada é tão difícil assim!
Sofro pela espera da tua chegada
Minha vida sem ti não é nada
Volta logo amor...vem de novo
Cair em meus braços
Preciso do teu abraço
Quero o teu olhar no meu
A tua boca na minha
Tua pele em minha pele
E nossos corações para sempre juntos...

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

Saudade…


Em alguma outra vida, devemos ter feito algo de muito grave, para sentirmos tanta saudade..."
Apertar o dedo numa porta dói.
Bater com o queixo no chão dói.
Torcer o tornozelo dói.
Um estalo, um soco, um pontapé, doem.
Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói bater com o cotovelo.
Mas, o que mais dói é a saudade.
Saudade de um amigo que mora longe.
Saudade de uma brincadeira da infância.
Saudade do gosto de uma fruta que provamos e gostamos, mas não encontramos.
Saudade de alguém que já morreu, um amigo daqueles que não existem mais.
Saudade de uma época feliz... de um cabelo...uma roupa...
Saudade de uma cidade. Saudade de mim mesmo, que o tempo não perdoa. Doem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem adora.
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos, do corpo.
Saudade da presença, e até da ausência consentida.
Tu podias ficar no quarto, e eu na sala, sem nos vermos, mas sabia-te lá.
Tu podias ficar em casa e eu ir para o trabalho, mas sabia-te onde.
Tu podias ficar o dia sem me ver, e eu o dia sem te ver, mas sabia-te amanhã.
Saudade é basicamente não saber.
Saudade é saber que alguém está longe, mesmo estando feliz....
Saudade... É não saber se tu continuas fungando num ambiente mais frio.
Sem saber se há alguém que te agasalhe.
Não saber se eles o fazem como prometeram.
Não saber se tens comido bem por causa daquela sonda, se estás penteada do jeito que gostas, se aprendeste a fazer aquela coisa nova, se continuas bebendo sumo de pêra quando preferes de alperce,
se embora com tudo isto continuas sorrindo com aqueles olhinhos safados, se tu continuas detestando sopa fria, se tu continuas me adorando, se eu ainda continuo um chorão...
Saudade é não saber mesmo!
Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que me cessem o pensamento, não saber como refrear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Saudade é a ausência de quem adora, sabendo que tu podias estar bem e ainda assim doer.
Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que tu, provavelmente, estás sentindo agora...
Amo-te meu amor.....

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

Sabes?


Sabes, às vezes dou comigo pensando:
Será que um dia te terei de novo em meus braços?
Esta é a única pergunta que faço desde o dia em que nos separamos.
O que mais doi?

São as lembranças que tenho de nós três juntos.
Fico pensando: será que tu não sentes falta de nada?
Dos nossos beijos, dos abraços, dos momentos que passamos juntos...
Aí é que dói mais, pois tu és tudo...

Tudo me faz lembrar de ti...
Eu quero, mas não consigo ter-te.
Agora, aqui, deitado no meu quarto, viajo em pensamentos...
Penso no que tu está fazendo neste momento.
Ah... como eu queria estar contigo...
Porque a saudade dói tanto?
Porque sinto eu tanto a tua falta?
O que eu mais queria era saber porque sinto eu tudo isso.
Certamente é o amor?
Que alegria... o amor ainda está em mim...

Que triste...
o amor ainda está, mas não poderei vivê-lo como eu queria.

Responde-me uma coisa:
O que faço eu para te ter connosco novamente?
Diz, diz, por favor!
Eu farei tudo...
Tudo o que for preciso, pois a única coisa que eu quero,
que eu preciso, é ter-te comigo.
Volta! Deixa-me fazer-te e ser feliz!!!

terça-feira, 30 de janeiro de 2007

Plagiando por Amor!


Para ti, Lua! Eu posso ser o teu sol... E um dia qualquer ter-te causado um eclipse... Ficar algumas vezes na tua frente... ...Atrapalhando a luz que tu reflectes de mim Para depois tu voltares a brilhar ainda mais forte... E o dia que estiveres segura ...E descobrires a tua grandeza Tu entras na minha frente, num dia ensolarado E ofuscas os raios que estou a mandar Só assim... ...Eu o sol, vou saber Que até mesmo eu preciso de alguém... ...E nesse momento irei aceitar Mais do que tudo... Eu preciso da Lua Pra voltar a brilhar... VOLTA!

domingo, 28 de janeiro de 2007

Parabens Amor!

Hoje, não vou fazer poesia, vou apenas dizer-te que foi um prazer poder ouvir-te dizer "Parabens Amor!".
Todos os dias tenho um sonho que quero realizar, hoje tu tornaste o meu sonho realidade, nem imaginas o como é bom poder ouvir-te dizer de viva voz "Amor".
Ás vezes acredito que consegues lá chegar, sinto a tua força a tua garra de vençer, é essa vontade que me faz viver, poder sair de junto de ti e continuar a acreditar que tu podes lá chegar.
Hoje depois desta frase, eu queria ver o teu sorriso, queria ver o teu olhar, sentir o bater do teu coração, provar o doçe dos teus beijos, hoje eu queria ter-te...
Mas tu não estavas lá...

sábado, 27 de janeiro de 2007

De novo poeta, por Ti!


Poesia é a arte de escrever silêncios. É a transcrição do que não foi dito, ficou solto, em partes, perdendo-se ao sabor do vento... É a arte de seduzir pelos olhos da alma. É a magia da criação dos sentimentos pela aglutinação dos desejos. É o dom de esconder em metáforas e entrelinhas o que quer ser sugerido. É plantar uma semente de curiosidade que, bem tratada, viverá uma generosa àrea de emoções. Escrever poesia é ficar nu para ti. Sem pudores ou receios... É deixar que tu me desvendas me mapeies, me explores, me descubras... me (re)encontres. É me virar para ti (re)conquistando a tua alma e fundindo-a com a minha É me reciclar, me redesenhar sendo mais do que nunca eu mesmo, sem capas, coberturas ou máscaras, Escrever poesia é entregar-me a ti. Escrever poesia é sobretudo... Continuar a acreditar, que VAIS LER OS MEUS POEMAS!