
O Natal é uma das festas mais importantes do cristianismo, ele celebra o nascimento de Jesus Cristo. A festa é celebrada no dia 25 de Dezembro pela Igreja Católica Romana, pela Igreja Anglicana e por alguns grupos protestantes e no dia 7 de Janeiro pela Igreja Ortodoxa.
Mas hoje em dia o Natal é muito mais do que isso, é a festa da família por excelência, quando nos libertamos um pouco mais do nosso eu e nos viramos um pouco mais para os outros, sobretudo para os que estão perto de nós.
Afinal o Natal até pode ser quando nos apetecer, e hoje foi o meu Natal.
Eu que era para ir ao médico às seis da tarde e não fui, que era para jantar com uns amigos e colegas de trabalho e não fui, acabei por ir jantar sem saber muito bem porquê à Taverna dos Trovadores onde uma série de amigos faz o favor de nos acolher à dois anos. A Taverna tem feito um pouco parte da minha vida e da minha filha em muitos dos finais de semana dos últimos dois anos.
Vivi ali momentos maravilhosos, fiz ali amizades que durarão para sempre, já tinha inclusivamente deixado escapar ali algumas lágrimas fruto de uma ou outra coisa que me trazia à mente este ou aquele momento mais importante.
No entanto estava longe de imaginar que poderia viver ali um dos melhores Natais da minha vida.
Sim é verdade, se o Natal comemora o milagre do nascimento de Jesus, hoje houve como que um verdadeiro milagre e o meu Natal aconteceu e posso garantir-vos que foi um daqueles Natais que jamais esquecerei, um momento único, daqueles que nos marcam.
Quase no final de uma noite que estava já por si a ser fantástica, eis que o meu amigo Charraz pede cinco minutos de silêncio, pois iria acontecer algo de muito bonito nos momentos seguintes, pois também ele tinha ali conhecido dois amigos, daqueles que ficarão para sempre, e eu à espera de ver quem eram e embora a sala estivesse cheia, e já com o Zé Manel em palco, não conseguia vislumbrar dois amigos para subirem a palco com ele, e não poderia.
Afinal um dos amigos era a minha filha e que juntamente com ele e com o resto do grupo iriam dedicar-me uma canção do André Sardet (Adivinha o quanto é que eu gosto de ti?).
Fiquei sem qualquer tipo de reacção e nem poderia, afinal a única coisa que consegui fazer no momento foi deixar escapar algumas lágrimas de alegria, orgulho e sobretudo de muito amor.
Obrigado ao Charraz pelo presente magnifico.
Obrigado amor por gostares de mim assim, obrigado por gostares simplesmente porque gostas e por ser tão bom viver assim...